sexta-feira, 21 de junho de 2013

Entrevista exclusiva com Marcelo Mendes.

Marcelo Mendes falou em exclusivo ao blog tauromáquico Quiebros e Chicuelinas, minutos antes de confirmar a sua alternativa no Campo Pequeno.



Marcelo Mendes ( estreeou casaca nova na sua confirmação de alternativa) com Bruno Paparrola (do blog tauromáquico Quiebros e Chicuelinas), antes da corrida.
Marcelo Mendes dando a volta à arena depois da lide do seu toiro.
O blog tauromáquico Quiebros e Chicuelinas, esteve ao fim da tarde de ontem com o cavaleiro Marcelo Mendes com o qual fez uma entrevista exclusiva minutos antes de confirmar a sua alternativa no Campo Pequeno.

Entrevista - Bruno Paparrola (Quiebros e Chicuelinas).

Quiebros e Chicuelinas - Que significado tem para o Marcelo, confirmar a alternativa como cavaleiro profissional no Campo Pequeno dois anos depois de ter tirado a alternativa ?

Marcelo Mendes - A Praça de Toiros do Campo Pequeno é a praça mais importante do nosso país, é um orgulho grande para mim confirmar a alternativa nesta praça com um bom cartel de jovens que vão dar o máximo para se conseguirem consagrar o mais cedo possível . Penso que vai ser uma corrida de grande competição, e espero que a sorte possa estar do meu lado e dos meus colegas para proporcionarmos à afícion lisboeta uma boa corrida de toiros.

Q.C. - Como está composta actualmente a sua quadra de cavalos?

M.M. - Nós temos uma quadra de cavalos cruzados luso-árabes, os mesmos cavalos que tinha o ano passado como por exemplo: "Único", "Celta", "Útil", "Valverde", e tenho agora dois cavalos novos que se chamam "Átila" e o "Mourinho", estes dois últimos não os trouxe ao Campo Pequeno visto serem ainda cavalos novos e ser numa praça importante e neste momento tenho de actuar com os cavalos em que mais confio.

Q.C. - Quais os cavalos "craques" da sua quadra?

M.M. -Tenho um cavalo que o é o "Celta", um cavalo em que confio bastante de saída e depois tenho o "Átila" no qual deposito alguma esperança, o "Útil" um cavalo que tem tido boas actuações mas não tem a regularidade que o faz ser um bom cavalo craque e depois tenho o "Único" que é um génio, um cavalo fabuloso.

Q.C. - O Marcelo é um cavaleiro jovem e já com a alternativa tirada à dois anos. Apesar de triunfar nalgumas corridas, pensa que tem merecido as oportunidades devidas para mostrar o seu valor?

M.M. - Eu penso que as oportunidades acabam por ir surgindo, é natural que não surjam na alturam em que mais precisamos mas estou convencido que elas (oportunidades) irão surgir ainda este ano, já no próximo domingo irei tourear em Alcácer do Sal. É natural que eu não sendo um cavaleiro de dinastia as coisas se compliquem um pouco, mas é assim mesmo a vida, as coisas funcionam desta forma. Espero que se consiga manter a regularidade nas minhas actuações o que tem acontecido ultimamente, creio que as oportunidades irão surgir.

Q.C. - Como define o seu toureio?

M.M. - Tenho sempre medo dessa pergunta (risos), quando vou para dentro da praça aquilo que eu mais pretendo é deixar lá tudo de mim, encaro cada corrida como se fosse a última, tento executar um toureio variado que possa chegar ao maior tipo de público. Claro, tenho tirado muito partido do meu cavalo "Único" que me tem proporcionado actuações que ficam na retina e isso deixa-me a mim e aos aficionados, que gostam particularmente desse cavalo muitos satisfeitos essencialmente a mim.

Q.C. - Há bem pouco tempo numa entrevista a outro blog tauromáquico, afirmou que gostaria de tourear na Praça de Toiros da Nazaré. O porquê desse desejo?

M.M. - Vi lá duas ou três corridas, e é uma praça de que gosto muito devido ao público da beira-mar, público do oeste, talvez seja por isso e a praça em si é bastante acolhedora, o público está "muito dentro" da arena. Penso que deve ser uma sensação muito boa tourear na Nazaré, espero que isso em breve me possa vir a acontecer.

Q.C. - Para quando algumas actuações em Espanha?

M.M. - Olhe, eu já toureei em Espanha e sinceramente não me identifico com o tourear a cavalo em Espanha, mas sim se surgirem oportunidades de algumas corridas boas concerteza irei aproveitá-las, mas não um toureio com o qual eu me identifique.

Q.C. - Desde quando o gosto pela tauromaquia?

M.M. - Desde pequeno, lembro-me de ver as corridas na televisão e tudo aquilo mexia comigo, quando olhava para os agora meus colegas a tourear era naquilo que eu me revia, alguns colegas meus de infância queriam ser jogadores de futebol, astronautas e eu queria ser cavaleiro tauromáquico.

Q.C. - O que pensa do estado da Festa Brava em Portugal?

M.M. -Eu penso que a Festa Brava está em conformidade com o país que nós temos, temos um país que não está saudável infelizmente e a Festa não pode estar saudável também, mas estou convencido de que isto
vai dar a volta e melhores dias irão de vir.

Q.C. - Quais as suas referências no toureio?

M.M. - Tenho uma admiração enorme pelo Luís Rouxinol, foi lá que comecei, é lá que vou treinar sempre que posso, foi meu padrinho de alternativa e é um grande amigo que tenho visto dar-me conselhos, é para mim a maior referência.

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