segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Associação Filarmónica da Nazaré realizou Almoço-Convivio no passado sábado.

Banda da Associaçao Filarmónica da Nazaré realizou almoço convívio e homenageou o seu maestro José Maria Pequicho
 
Reportagem de Bruno Paparrola.
 
A Associação Filarmónica da Nazaré, (AFN), realizou no dia de ontem (29 de Setembro), um almoço convívio na Escola Básica do 1ºCiclo do Sitio da Nazaré. Este estabelecimento de ensino local é onde a Banda da (AFN) ensaia. Este almoço teve também como objectivo uma homenagem ao Maestro José Maria Pequicho.

Este evento contou com a presença dos músicos e seus familiares, como algumas pessoas importantes da Nazaré e também da presença do cavaleiro caldense Marco José que falou ao blog tauromáquico “Quiebros e Chicuelinas” na reportagem mais á frente. Primeiro falou o Maestro José Maria Pequicho (na foto).

 Quiebros e Chicuelinas – Que significado tem para si esta homenagem que Associação Filarmónica da Nazaré lhe prestou?

José Maria Pequicho – Não esperava isto, mas quero dizer que é um enorme orgulho, estou bastante contente e sensibilizado, tinham-me convidado para o almoço convívio e foi uma surpresa bastante agradável. Qualquer pessoa que seja homenageada desta forma fica totalmente satisfeita, é bom saber que às pessoas que gostam do nosso trabalho outras não e não podemos agradar a toda a gente.

Q.C. – É para continuar como Maestro desta banda?
J.M.P. – Vou tentar, tenho tido alguns problemas de foro familiar, mas penso que vou continuar e enquanto puder estarei sempre disponível para ajudar a Associação Filarmónica da Nazaré.

 

O cavaleiro tauromáquico Marco José, também falou ao nosso blog sobre a sua temporada e iniciativa levada a cabo da Associação Filarmónica da Nazaré.



Quiebros e Chicuelinas – Que balanço da sua temporada, que parece ter “renascido” para a ribalta da tauromaquia nacional?

Marco José - O balanço é positivo, o “renascimento” não existe, quer dizer trabalho dia a dia sou profissional de toureio à 17 anos, eu é que ensino e preparo a minha quadra de  cavalos, estou a terminar o meu curso de veterinário, as coisas não são fáceis de conciliar uma pessoa com a família, o curso e a actividade tauromáquica é um bocado complicado.
Penso que neste momento reúno uma quadra de cavalos que me satisfaz pessoalmente e que me deixa praticar o toureio que eu sinto, e chegar se calhar como as pessoas me caracterizam com mais raça e mais alegria às bancadas para dar mais emoção, penso que tem sido aí todo este sacrifício que tenho feito dia a dia de montar os meus cavalos e reunindo todo um conjunto de infra estruturas, para que eu possa depois usufruir que é o que está acontecer agora atingindo a maturidade e estando a usufruir.

Q.C. – Quais os maiores triunfos que alcançou nesta temporada?

M.J. – Alcancei triunfos bastante importantes, mesmo as corridas que não são os triunfos que nos satisfaçam pessoalmente são sempre corridas que nos marcam e são filmadas para que possamos corrigir de certa forma e analisar o que menos bem correu. A corrida da Nazaré, penso que “apanhei” um toiro com umas características complicadas, numa praça tão carismática como a da Nazaré e uma praça com um redondel tão pequeno, penso que foi um toiro que foi preciso ter um conhecimento e ter a cabeça a funcionar.
Costumo dizer que há “três animais”, um racional e dois irracionais dentro de uma praça de toiros, e há que conciliar e harmonizar, todo um movimento numa lide para que possamos transmitir e agradar aos espectadores e aficionados que estão presentes nas corridas de toiros, a corrida da Nazaré, duas nas Caldas da Rainha, na Póvoa de Varzim, há 4 ou 5 corridas que este ano me marcaram pela positiva.


Q.C.- Que opinião tem sobre esta iniciativa da Associação Filarmónica da Nazaré?

M.J. – Olhe quando me foi feito o convite, na corrida em que actuei na Nazaré, vieram-me fazer um convite para estar hoje aqui presente e eu disse logo que sim não sabendo que iria tourear amanhã (hoje), acho muito importante o convívio e penso que a Associação Filarmónica da Nazaré faz falta à sua terra, à Praça de Toiros da Nazaré e à tauromaquia. É importante perante a sociedade que nós temos hoje, e sendo uma banda que tem muitos jovens e estão ocupados, vejo pelo seu maestro e com o dinamismo que a direcção tem em fomentar e entreter todos estes jovens, porque penso nesta sociedade os jovens vão crescer e amadurecer, tocando música e assistindo a um espectáculo de grande cultura em Portugal como é a tauromaquia, e assim vão tomando a sua responsabilidade porquê têm horários para irem aos ensaios da banda, de representar a banda.
Acho que a homenagem que hoje prestaram ao maestro José Maria Pequicho, é digna e foi no tempo certo e na hora certa, uma pessoa que tem dificuldades inerentes da vida, da idade e da sociedade, luta na vida para ensinar música aos mais jovens. Foi uma homenagem muito bonita que prestaram ao maestro.

Q.C.- Dá por terminada a sua temporada ou tem mais algumas corridas onde actuar?
M.J. – Olhe, toureio amanhã (ontem) em Póvoa de São Miguel, depois dia 1 Novembro no Cartaxo.

 
Estivemos também à conversa com a Presidente da Associação Filarmónica da Nazaré, Elísia Soares.

 Quiebros e Chicuelinas.- Que balanço faz da temporada da Banda da Associação Filarmónica da Nazaré?

Elísia Soares – Faço um balanço positivo, também devido aos contactos que conseguimos arranjar para que num futuro próximo possamos actuar em mais praças de toiros, penso que esta ida ao Campo Pequeno na passada quinta- feira foi uma mais-valia para a esta banda, visto que havia algumas pessoas que não nos conheciam e pensavam que nós éramos músicos profissionais, houve um feedback positivo da parte de algumas pessoas ligadas à tauromaquia que gostaram que nos ver actuar no Campo Pequeno.

Q.C. – Em relação a esta iniciativa da (AFN), e a homenagem ao maestro José Maria Pequicho, que opinião tem sobre este almoço convívio que contou com figuras ligadas à tauromaquia e de outras vertentes da cultura?
 




E.S.- Isto foi mais um almoço de amigos, a homenagem ao maestro José Maria Pequicho já estava prevista há algum tempo e estávamos para prestar esta homenagem no 1ºConcerto Tauromáquico que realizámos no passado dia 21 de Abril no Teatro Chaby Pinheiro, mas achámos que era muito cedo e esta direcção precisava de trabalhar um pouco mais para chegarmos ao dia de hoje para prestarmos esta homenagem ao nosso maestro.
Penso que a homenagem deveria ser feita num dia importante, num almoço convívio que reuniu todo o pessoal da banda e não só, julgo que os miúdos estão contentes e correu muito bem. Julgo que foi um bom final de temporada tauromáquica para nós, porque agora a banda vai começar a entrar numa época de procissões, a partir de agora é para esquecer a tauromaquia pelo menos até Abril.

Q.C. – Qual sensação de ver a Banda da Associação Filarmónica da Nazaré em actuar na primeira praça do país (Campo Pequeno)?
 
E.S. – Foi uma sensação muito boa, os miúdos ficaram radiantes com a adrenalina de actuar numa Praça de Toiros como é o caso da Monumental do Campo Pequeno, foi um bonito momento na vida da banda.

Fotos:D.R. e Joaquim José Paparrola (Quiebros e Chicuelinas).
 

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