quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Duarte Pinto vai subindo como figura do toureio nacional


Realizou-se no passado sábado dia 7 de Agosto, a quarta corrida de toiros da temporada 2010 na Praça de Toiros do Sítio da Nazaré. O cartel foi composto pelos cavaleiros: Luís Rouxinol, Duarte Pinto e Francisco Palha. Pegaram os seis toiros da ganadaria Casa Prudêncio, os grupos de forcados amadores de Vila Franca e de Coruche.
Abriu praça Luís Rouxinol, calhou ao cavaleiro de Pegões um toiro quase manso, completamente desinteressado da lide. Rouxinol teve de puxar dos galões para poder sair por cima do seu oponente. No seu segundo toiro deu para ver toda a sua categoria enquanto cavaleiro, apanhou um toiro à medida para poder triunfar e foi o que aconteceu logo desde início na altura da ferragem comprida com o toiro a corresponder ao cite do cavaleiro arrancando-se bem na hora da reunião.
Nos ferros curtos montando um craque da sua quadra o cavalo “Ulisses”, Rouxinol tirou tudo o que o toiro tinha de bravura, escolheu bem os terrenos para colocar o toiro na execução das sortes. Para o culminar de uma lide bastante positiva Luís Rouxinol cravou um sempre vibrante par de bandarilhas, empolgando os aficionados presentes que encheram por completo a castiça praça nazarena.
Cumpriu bem tanto na ferragem comprida como curta. A segunda lide da noite esteve a cargo do cavaleiro Duarte Pinto, que tem um toureio frontal que muito entusiasma os aficionados, entendeu-se bem com o toiro que lhe calhou em sorte lidou-o da melhor forma possível, nem a queda aparatosa que teve beliscou a sua boa actuação.
No seu segundo toiro, esteve uns furos acima da lide do seu primeiro, andou sempre por cima do seu oponente com muita qualidade, que arrancava de forma larga, investindo bem, dando brilho na hora da cravagem dos ferros. Duarte Pinto a fazer valer também os conhecimentos adquiridos de seu pai que foi uma lenda do toureio a cavalo, o cavaleiro Emídio Pinto. Francisco Palha foi o terceiro cavaleiro a actuar, pisando em terrenos para deixar o toiro colocado para a cravar a ferragem, no momento da reunião cravava a ferragem, com batidas ao piton contrário, dando assim algum brilho à sua actuação. Também teve azar na sua lide, quando teve queda aparatosa curiosamente no mesmo local onde Duarte Pinto tinha caído. No seu segundo toiro manteve a toada da primeira lide, sempre correcto na eleição dos terrenos e na altura da cravagem. Cravou dois pares de bandarilhas de boa nota, de seguida teve momento de espectacularidade com uma mão a segurar o tricórnio e a outra a segurar um ferro de palmo cravando em bom plano o ferro de palmo. No que diz respeito às pegas, a segunda da noite esteve entregue a Miguel Raposo do grupo de Coruche, com o forcado da cara a executar pega à córnea, pega muito vistosa. A terceira da noite esteve a cargo do forcado Paulo Conceição do grupo de Vila Franca, que fez boa pega fechando-se à córnea. A quarta pega foi realizada pelo forcado Alberto Simões do grupo de Coruche que fez uma grande pega à barbela, aguentou forte de derrote do toiro e deixou-se ir com as pernas completamente no ar até ao restante grupo. A pega da noite foi realizada pelo forcado Nuno Comprido do grupo de Vila Franca, ao quinto toiro da noite. Recebeu o toiro à barbela com o grupo todo a ficar no chão com o forcado a aguentar fortes derrotes do toiro, até que o restante grupo restabelece-se. Os toiros da ganadaria Casa Prudêncio continham muita força, deram boas lides e triunfos aos cavaleiros, à excepção do primeiro toiro lidado pelo cavaleiro Luís Rouxinol, toiro muito parado e desinteressado da lide. Em declarações exclusivas ao jornal Região da Nazaré, Luís Rouxinol disse que “a Nazaré tem bastante aficion estou bastante feliz, é uma praça onde tenho obtido enormes triunfos, penso que as coisas correram bem o primeiro toiro era muito parado não ajudou muito mas dei-lhe lide adequada, o segundo era complicado apertava penso que estive à altura, penso que o publico ficou satisfeito e quando é assim também fico satisfeito”. Duarte Pinto também falou ao Região da Nazaré” o primeiro toiro era complicado, bravo e penso que a lide foi bastante boa, tive um percalço aquando do cavalo ter escorregado, mas são assim as corridas de toiros são emoção, enquanto na minha segunda lide que para mim foi uma das melhores da época, agarrei bem o toiro de saída, entendi bem o toiro e senti-me muito a gosto”. Francisco Palha na altura da nossa reportagem referiu que “não me senti fácil nos dois toiros, pena que os toiros não ajudaram mais um bocadinho, foi muito emocionante a corrida “. Com Joaquim José Paparrola*

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