sexta-feira, 20 de julho de 2012

“Salgueiro e Cartagena: Triunfadores”.


Reportagem: Campo Pequeno quase encheu para receber Corrida das Dinastias.

“Salgueiro e Cartagena: Triunfadores”.

Reportagem: Bruno Paparrola (Quiebros e Chicuelinas).
Fotos: Joaquim José Paparrola (Quiebros e Chicuelinas).

"Salgueiro quis e triunfou".

A Monumental Praça de Toiros do Campo Pequeno em Lisboa, recebeu no passado dia 19 de Julho o seu oitavo festejo da temporada. 
Um dos grandes aliciantes era a apresentação na temporada de 2012 dos Cavaleiros: João Salgueiro, Andy Cartagena (rejoneador) e João Moura Jr., na Praça de Toiros lisboeta. Abriu praça o cavaleiro de Valada do Ribatejo, João Salgueiro, que teve uma lide esforçada perante um toiro “mansote” e tardo nas investidas.
Salgueiro na ferragem comprida cravou dois bons ferros de frente ao estribo montado na égua “Nátía” que perspectivava uma segunda parte de lide de valor. O toiro acobardou-se, tendo-se refugiado nas tábuas (um dos sinais de mansidão), João Salgueiro montado no cavalo craque da sua quadra “Zamorino” andou bem, executando um toureio de frente que merecia melhores resultados, não fosse a investida do toiro algo tardia e com certeza teriam sido ferros de levantar o público.
De realçar o excelente ferro curto cravado a sesgo na parte final da sua actuação, entrando em terrenos de compromisso para deixar de alto a baixo um belo ferro curto, com o toiro a “sacudir” a aba da casaca do cavaleiro João Salgueiro. No seu segundo alcançou um triunfo importante, nos compridos cumpriu com ofício, para depois na sua segunda parte da lide mandar completamente nas investidas do toiro.
Montado no cavalo “Chapulin”, Salgueiro deu um autêntico recital de toureio a cavalo à portuguesa executando um toureio de frente entrando bem pelos terrenos do toiro para depois com o “murrilho” do toiro debaixo do seu braço cravar de alto a baixo, ferros de arrepiar, perante um toiro voluntarioso e que permitiu um triunfo redondo nesta segunda lide de João Salgueiro. De destacar também a maestria do cavaleiro de Valada do Ribatejo, preparando as sortes adornando-se com o “Chapulin”, fazendo um bonito “passage” , para depois “arrancar” para a sorte.

“Cartagena deu espectáculo no regresso a Portugal”.
A segunda lide da noite esteve a cargo do rejoneador espanhol Andy Cartagena, que regressava assim a Portugal depois de alguns anos de ausência e que de certa maneira não defraudou as expectativas, muito pelo contrário tendo alcançado triunfo importante nesta corrida.
No seu início de lide mostrou-se muito seguro e sereno, cravando dois bons ferros à tira montado no cavalo “Cuco”.
Nos curtos esteve excelentemente bem montado no cavalo “Fandy” onde andou a gosto, levando o toiro pelo corredor das tábuas na garupa do seu cavalo toureando muito bem por dentro para depois deixar o toiro em sorte e ir de seguida de frente abrindo quarteio para deixar a ferragem curta, perante um toiro nobre nas investidas e voluntarioso que permitiu a Andy Cartagena executar o seu toureio.

Ainda “sacou” o cavalo “Pericalvo” que fez as delícias dos aficionados amantes da essência do cavalo, adornando-se com um bonito “balanceo” para depois cravar um excelente ferro curto a sesgo que provocou um autêntico alvoroso nas bancadas da Praça de Toiros do Campo Pequeno.
Na sua segunda lide esteve num plano mais espectacular, de saída montou novamente o cavalo “Cuco”, com o qual deixou dois ferros compridos. Na sua segunda parte da lide foi buscar o cavalo “Maravilla”, alcançando momentos muito espectaculares diversificando o seu toureio, entre ferros de frente como ferros em sorte de “violino”, preparando as sortes com excelentes piruetas na cara dos toiros deixando o toiro em sorte para depois cravar a ferragem curta. Ainda cravou dois ferros de “palmo” ao melhor estilo do rejoneio rematando assim uma excelente actuação no seu regresso a Portugal. Mais uma excelente lide de Andy Cartagena ao melhor estilo do rejoneio praticado em arenas espanholas, perante um toiro colaborador que permitiu o triunfo ao rejoneador de Benidorm.
“Moura Jr, esteve em plano regular”
A terceira lide da noite esteve a cargo do cavaleiro João Moura Jr. que se apresentou pela primeira vez em Portugal nesta temporada de 2012.
Nos compridos esteve algo irregular cravando o primeiro algo descaído e no seu segundo ter levado um toque na montada apesar de ter entrado bem nos terrenos do toiro.
Na ferragem curta foi de menos a mais montado no cavalo “Perera”, praticando um toureio frontal fazendo uma ligeira batida ao pitón contrário para depois deixar a ferragem curta, perante um toiro manso mas que serviu para o cavaleiro de Monforte.
Na sua segunda lide esteve uns furos acima em comparação com a sua primeira lide, nos compridos cumpriu bem. Nos curtos esteve impecável montado no cavalo “Cordobés”, elaborando muito bem os terrenos para deixar o toiro em sorte e depois partir de frente para deixar bons ferros, apesar de ter falhado um ferro redimiu-se com um bom ferro de “palmo” junto às tábuas culminando assim uma boa lide perante um toiro que se arrancava bem na hora das investidas.

Forcados pegaram á primeira tentativa.
No que diz respeito à forcadagem pegavam os seis toiros da ganadaria portuguesa de Pinto Barreiros, os Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca e Portalegre, capitaneados respectivamente pelos cabos Ricardo Castelo e Francisco Paralta. A primeira pega da noite esteve a cargo do grupo de Vila Franca, com o forcado da cara a fechar muito bem à 
barbela, a segunda da noite foi executada pelos forcados de Portalegre com o forcado da cara a realizar uma boa pega à córnea, a terceira pega foi executada pelo grupo de Vila Franca, onde o forcado da cara se fechou á córnea. Na segunda parte da corrida a quarta pega da noite esteve a cargo do grupo de Portalegre, com o forcado da cara a fechar-se à barbela, aguentando uma “barbaridade do toiro”, a quinta da noite esteve a cargo do Grupo de Vila Franca, com o forcado da cara a fechar-se bem à córnea, a sexta e última pega da noite esteve a cargo dos forcados de Portalegre, com o forcado da cara a a fechar-se à córnea.




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