sábado, 11 de junho de 2011

Grande Triunfo de João Moura e sólida alternativa de Tomás Pinto.



















Realizou-se no passado dia 10 de Junho na Monumental de Santarém uma grandiosa corrida de toiros, da ganadaria Maria Guiomar Cortes Moura, que deixaram muito a desejar. Os cavaleiros para estar tarde de sol na capital do toureio a cavalo (Santarém), foram João Moura, Diego Ventura e Tomás Pinto. Os grupos de Forcados Amadores para esta corrida foram os de Santarém e Alcochete (capitaneados respectivamente pelos cabos), Diogo Sepúlveda e Vasco Pinto. Com uma moldura humana que quase encheu o recinto escalabitano, esta corrida teve como ponto alto a cerimónia de alternativa do cavaleiro praticante Tomás Pinto, tendo sido o padrinho seu tio e também antigo cavaleiro de alternativa Emídio Pinto, que se trajou a rigor de propósito para dar alternativa ao jovem anteriormente referido. Abriu praça o cavaleiro, Tomás Pinto, que recebeu bem o toiro de saída conseguindo cravar dois bons ferros compridos na primeira parte da sua lide.

Nos ferros curtos tudo mudou, as excelentes condições de lide que o toiro tinha demonstrado no início da mesma, não tiveram continuidade nas bandarilhas. Toiro manso, desinteressado e que no momento da reunião tardava nas investidas. Tomás conseguiu superar as dificuldades tendo executado uma lide bastante honesta, tendo chegado muito ao público com um ferro “violino” e um “palmo” no final da sua actuação. No seu segundo toiro da tarde, Tomás esteve uns furos acima do que no primeiro, perante um exemplar com pouca transmissão e sem codiçia. Tomás Pinto sentiu-se a gosto para explanar o seu toureio, elegendo bem os terrenos indo frontal na execução das sortes. Culminou a sua lide com “um violino” e “um palmo” à meia volta. Alternativa positiva de Tomás Pinto.


João Moura deixou vincada a sua arte

Em segundo lugar lidou o cavaleiro João Moura, que teve pela frente um exemplar que não colaborou muito para que o cavaleiro de Monforte triunfasse. Moura recebeu o toiro bem com dois bons ferros à tira, na segunda parte da sua lide o toiro acometeu-se não investindo no momento das sortes. João Moura mostrou-se irrepreensível na brega montando o cavalo “Castella”, no momento das reuniões bem tentava uma ligeira batida ao pitón contrário mas o toiro como quase os seus irmãos de camada nesta corrida a não investirem para o triunfo.
Na sua segunda lide tudo mudou, Moura desde início mandou nas investidas do seu oponente, quer aquando na ferragem comprida como nos curtos. Nestes e montando o cavalo “Merlin”, Moura alcançou um enorme triunfo dando um enorme recital de toureio a cavalo. Marcou bem os terrenos para executar as sortes, contrariando a querença do toiro em se refugiar em tábuas. De praça a praça o cavaleiro de Monforte proporcionou excelentes ferros, batendo ao pitón contrário com muita frequência dando assim mais brilhantismo às suas sortes. Para finalizar em grande a sua actuação triunfal, “Mestre Moura” cravou dois excelentes ferros de “palmo” , que empolgaram a moldura enorme de aficcion presente na Monumental Celestino Graça.


Diego Ventura não conseguir superar as adversidades

Em terceiro lugar actuou o rejoneador luso-espanhol Diego Ventura, desde o início da sua lide se notou que o denominado “Furacão” não iria ter uma tarefa fácil. Este recebeu o toiro de saída com o cavalo “Maletilla”, bregando em redondo e cravando a ferragem comprida com duas boas entradas ao pitón contrário. Nos curtos, Ventura sacou o cavalo “Revuelo”, especialista a tourear de costado executando por vezes bons “trincherazos”,tendo o toiro não correspondido ao que o rejoneador radicado em Puebla del Río tinha planeado para esta lide, não investindo e desinteressando-se por completo da mesma. Ventura ainda cravou dois bons ferros com batidas ao pitón contrário, no final da sua lide bem tentou de certa forma salvar a mesma montando o cavalo “Sueste”, para chegar às bancadas porém o toiro completamente parado, não investiu, (seria do sol! ou pela sua claríssima mansidão), que chegou a irritar muitos dos presentes nesta corrida. Na sua segunda lide, Ventura recebeu o toiro com a égua “Triana”, e mais uma vez o exemplar que lhe calhou em sorte (que desse nome tinha pouco) não investiu tendo o rejoneador luso-espanhol aberto em demasia o quarteio para deixar a ferragem comprida.
Nos curtos, o luso-espanhol foi buscar o cavalo “Nazarí”, que na nossa opinião não condizia às condições que o toiro tinha para que Diego Ventura triunfasse. “Nazarí” precisava de um exemplar com andamento e que investisse com maior transmissão. O rejoneador teve dificuldades em deixar a ferragem curta, tendo que citar quase em cima do toiro para que este investisse para cravar a respectiva ferragem. Ainda foi buscar o cavalo especialista em “quiebros” de seu nome “Wellington”, tendo só de maior nota o último curto cravado com o toiro a ter uma ligeira investida. Tarde algo inglória para o rejoneador luso-espanhol, mas que com tudo não irá manchar a carreira deste toureiro. Por vezes os grandes toureiros têm de “levar” com toiros maus como foram o caso destes dois que Ventura lidou. Da próxima será melhor, certamente.

Vasco Pinto vence Troféu


Pegas: .
Em disputa esteve o Troféu Santa Casa da Misericórdia de Santarém, prémio conquistado pelo Forcado dos Amadores de Alcochete, Vasco Pinto. O resumo das pegas a cargo dos amadores de Santarém e Alcochete é o seguinte: No 1º toiro da tarde: Luís Sepúlveda (GFA Santarém) - Pegou à primeira tentativa, executando a mesma à córnea. No 2º da tarde: Fernando Quintela (GFA Alcochete) – Pega executada à barbela com alguma dificuldade à primeira tentativa. No 3º da ordem: João Brito (GFA Santarém) – Efectuou excelente pega à córnea à primeira tentativa. No 4º da tarde: Daniel Silva (GFA Alcochete) – Pega fácil à córnea, com o toiro a não derrotar com violência no momento da reunião. No 5º da ordem e por descuido do speaker da praça, que provavelmente se esqueceu de anunciar o nome do forcado da cara que pegou este toiro, apenas sabemos que é do (GFA Santarém) – Pega consumada à segunda tentativa e à córnea. No 6º da tarde o melhor momento da forcadagem: Vasco Pinto (GFA Alcochete) – Executou uma excelente pega efectuada à barbela, para grande ovação dos presentes na Celestino Graça. Em relação aos toiros da Ganadaria Maria Guiomar Cortes Moura, á que se reflectir seriamente no curro de toiros que foi enviado para uma Corrida de Toiros importante como foi o caso desta, e de todas, sem bons toiros não existem bons espectáculos. O único exemplar que mostrou bravura e codícia foi com certeza o quarto da tarde que proporcionou um grande triunfo ao cavaleiro João Moura.


Nota de Redacção: Em nome do Blog “Quiebros e Chicuelinas” queremos agradecer todas as manifestações de carinho e apreço de que fomos alvos por parte de muitos leitores aficionados deste nosso/vosso espaço cibernauta. Estreámos umas t-shirts (que brevemente irão estar á venda neste blog) e as quais e por essa razão fomos imediatamente reconhecidos. Um obrigado do tamanho da vossa aficcion pelas palavras de estímulo e reconhecimento por aquilo que temos vindo a fazer em prol da esta brava. Bem sabemos que o caminho não é fácil, por vezes isto é um mundo traiçoeiro, não podemos agradar a toda a gente, porém, continuaremos não na luta por sermos os melhores mas sim “DIFERENTES” no que diz respeito a relatar tudo aquilo que rodeia a festa de toiros a nível mundial, porque nem só em Portugal existem festas de toiros.

Reportagem de Bruno Paparrola.

Reportagem Fotográfica: Joaquim José Paparrola/"Quiebros e Chicuelinas".

Sem comentários:

Enviar um comentário