quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Crónica do Fim de Semana a Favor da Festa Brava

Festivais Taurinos em Santarém: Aficion encheu-se de orgulho pela festa brava estravazando de emoções pela sua tradição

Reportagem Escrita de Bruno Paparrola e Joaquim José Paparrola.
Reportagem fotográfica: Joaquim José Paparrola

A monumental praça de Toiros “Celestino Graça” em Santarém foi o palco de um fim-de-semana (23 e 24 de Outubro) totalmente dedicado á festa brava. A empresa tauromáquica APLAUDIR, em conjunto com a organização da Petição da “Festa Brava”, encabeçada pelo presidente da Câmara Municipal daquela cidade, Francisco Moita Flores, fizeram questão de demonstrar que afinal os aficionados são mais do que alguma gente (minoria) o afirma. De salientar que desde Agosto deste ano, 25000 apaixonados pela tauromaquia tinham aasinado a petição, porém no passado sábado eram precisamente 22 horas quando os altifalantes da “Celestino Graça” anunciaram que 44000 já tinham dado a cara pela tradição portuguesa. Quatro festivais taurinos incluindo vacadas nos anexos da praça escalibatana foram realizados perante grandes assistências. Na corrida matinal 11h30, aquela que teve menos espectadores derivado a ser um dia de trabalho para muitos, o primeiro cartel da Feira foi composto pelos cavaleiros: Marco José; Pedro Salvador; Filipe Gonçalves; Joana Andrade; Gonçalo Fernandes e Tiago Lucas. Novilheiro: Nuno Casquinha.
Forcados Amadores de: Ribatejo/São Mancos/Azambuja/Portalegre/Moura/ Beja

Abriu praça o cavaleiro caldense Marco José que teve uma lide razoável, perante um toiro desinteressado da lide ao qual o cavaleiro deu a volta por cima, rematando a lide com três bons ferros “violinos”.
Lidou em segundo lugar o cavaleiro Pedro Salvador que executou uma boa lide, sempre ligado ao toiro mostrando boa brega e cravando com propósito a ferragem da ordem. De salientar ainda os dois ferros a quiebro que o cavaleiro de Samora Correia cravou empolgando os aficionados presentes nas bancadas da Monumental Celestino Graça.
O terceiro toiro da corrida foi lidado pelo cavaleiro Filipe Gonçalves que teve uma razoável perante um toiro com pouca codícia. Tentou dar algum espectáculo com as qualidades dos seus cavalos, mas no entanto não pareceu ser o “Furacão Algarvio” da temporada 2009. Deu algum brilho à sua lide aquando da cravagem de um bom par de bandarilhas.
Joana Andrade foi quem lidou o quarto toiro da tarde esteve bem, demonstrou que está a crescer como toureira, andou sempre ligada ao toiro cravando a ferragem bem, demonstrando que se continuar na maneira que tem vindo a trabalhar poderá chegar ao topo da tauromaquia a nível nacional.
O quinto toiro da ordem foi lidado pelo cavaleiro que recentemente tirou a alternativa, Gonçalo Fernandes.
Teve uma actuação esforçada, não se entendeu com o novilho que lhe calhou em sorte e demorou muito tempo na criação e execução das sortes. Terá que continuar a trabalhar cada vez mais para suprir as deficiências no seu toureio.
Tiago Lucas jovem cavaleiro praticante que tem evoluído ao longo do tempo, poderá chegar longe.


O novilheiro Nuno Casquinha é um jovem que está a evoluir como novilheiro, que continuando a trabalhar chegará longe
No que diz respeito às pegas, a primeira da corrida esteve a cargo do grupo do Ribatejo, como forcado da cara a executar pega segura à barbela. Pega consumada primeira tentativa.
O segundo toiro da manhã foi pegado pelo grupo de amadores de São Manços.
Pega consumada à 2ªtentativa, à córnea.
A terceira pega foi executada pelo grupo da Azambuja, pega consumada à 2ªtentativa, pega efectuada à córnea.
A quarta pega da corrida matinal foi executada pelo grupo de Portalegre, pega que foi executada à córnea.
A quinta da manhã esteve a cargo do grupo de Moura, grande pega à córnea à primeira tentativa.



Corrida das 16 horas
O segundo festival taurino teve a presença dos cavaleiros: Manuel Jorge de Oliveira; Paulo Caetano; Joaquim Bastinhas; António Ribeiro Telles; Francisco Palha e Tomás Pinto. Matador de Toiros: Luís Vital “Procuna”. Forcados Amadores: Santarém/Montemor/Alcochete.

Abriu o festejo o cavaleiro Manuel Jorge de Oliveira, que teve uma lide onde fez a sua longa experiência. Desenhou bem as sortes para depois cravar com critério a ferragem da ordem. Um autêntico Maestro na arena.

O segundo toiro da tarde foi lidado pelo cavaleiro Paulo Caetano, que mostrou porque durante muitos anos esteve no topo do panorama taurino nacional e que nãodeixa ninguém indiferente com a sua classe e tranquilidade na hora da reunião, um senhor das arenas, um exemplo a seguir. Teve bons momentos de brega, mostrou muita classe numa lide de maestria.Elegeu bem os terrenos para depois cravar a ferragem.

O terceiro cavaleiro em praça foi Joaquim Bastinhas, que teve uma lide como sempre bastante agradável, empolgando as bancadas com toda a sua boa disposição.
Rematou a sua lide com um sempre vistoso par de bandarilhas ao qual é grande especialista, perante um toiro que colaborou para um bom triunfo.

O quarto toiro da tarde foi lidado pelo cavaleiro António Ribeiro Telles, uma lide de muita classe que tem sido apanágio da família Ribeiro Telles ao longo dos anos.
Bons momentos de brega cravando a ferragem ao estribo, foi o que António produziu na sua lide.

Francisco Palha lidou o quinto toiro da tarde, tentou mostrar os métodos de toureio que têm sido trabalhados em Puebla del Rio (quinta do rejoneador Diego Ventura).
Palha começou bem cravando dois bons ferros compridos, mas aquando da mudança para os curtos não esteve tão bem quanto se esperava, teve pela frente um bom toiro mas ao qual foi mal aproveitado.
Tentou por diversas vezes o quiebro, mas no momento da reunião consentia sempre toques nas suas montadas.
Uma actuação que terá de rever de modo a suprir as falhas nesta sua actuação.

O sexto toiro da corrida foi lidado pelo cavaleiro praticante Tomás Pinto, que teve quanto a nós a melhor lide da tarde. Esteve a gosto, escolheu bem os terrenos e entrou por terrenos de compromisso cravando exemplarmente a ferragem. Pode ser um caso sério na tauromaquia nacional.


Matador de Toiros:

O sétimo toiro da tarde foi lidado pelo matador de toiros Luís Vital “Procuna”, que logo no tércio de capote mostrou o seu poderia com várias séries de verónicas, chicuelinas e gaonera que muito empolgaram os aficionados presentes na Monumental Celestino Graça.
Nas bandarilhas esteve em grande nível, apesar de ter escorregado na colocação do primeiro par não manchou os dois pares seguintes que deixaram ao rubro os aficionados presentes.
No tércio de muleta andou bastante regular dando a primazia a derechazos e a passes de peito perante um toiro com excelentes condições para o toureio a pé.
Mais uma bela actuação do diestro moitense, que tem estado em grande forma na temporada 2010.


Pegas:

A primeira pega da tarde esteve a cargo do grupo de Santarém, que consumou à primeira tentativa uma grande pega à córnea com o forcado a aguentar um enorme derrote do toiro.

A segunda pega coube ao grupo de Montemor, pega de grande qualidade à primeira tentativa.

A terceira pega da tarde esteve a cargo do grupo de Alcochete, pega consumada à segunda tentativa. O Forcado que foi para a cara tem 14 anos e é filho de António Manuel Cardoso “Néné”, antigo cabo do grupo de Alcochete agora empresário.Grande coragem deste muido que pode vir a dar brado na forcadagem.

A quarta pega da tarde esteve a cargo do grupo de Santarém, pega que foi consumada à primeira tentativa, pega executada à córnea.

O quinto toiro da corrida foi pegado pelo grupo de Montemor, tendo o grupo consumado à primeira numa excelente pega à barbela.

O sexto toiro foi pegado pelo grupo de Alcochete, pega executada à córnea à primeira tentativa.



Corrida das 21h30

A terceira e última corrida do primeiro dia da mini - feira taurina, foi composta pelos cavaleiros: Rui Salvador; Luís Rouxinol; José Manuel Duarte; Vítor Ribeiro;
Sónia Matias e Ana Batista. Matador de Toiros: Sérgio Santos “Parrita”-
Forcados Amadores: Coruche/AposentoMoita/Chamusca


Abriu praça o cavaleiro Rui Salvador, que teve uma lide de muito bom nível.
Mostrou boa brega, escolheu bem os cites para deixar a ferragem, empolgou a aficíon com o seu toureio frontal muito admirado pelos aficionados cravando com acerto a ferragem da ordem.

A segunda lide da noite pertenceu ao cavaleiro Luís Rouxinol, que teve pela frente um toiro desinteressado, sempre com o olhar nas tábuas ao qual o cavaleiro de Pegões soube dar a volta com muito querer e determinação.
Na ferragem curta soube tirar partido da qualidade do cavalo “craque” da sua quadra,
Ulisses dessa maneira acabou por ter uma lide positiva cravando a ferragem da melhor maneira.

O terceiro toiro da noite foi lidado pelo cavaleiro Vítor Ribeiro, que teve uma lide segura. Deu tudo o que tinha perante um toiro colaborador.
Cravou a ferragem da ordem com acerto.

A cavaleira Sónia Matias lidou o quarto toiro da noite, mostrou que está num grande momento de forma, teve uma lide de muito querer e muita garra sempre ligada ao toiro tendo os seus melhores momentos sido aquando da cravagem de dois ferros em violino, que empolgaram o público que esgotou por completo a Monumental Celestino Graça.

O quinto toiro da noite foi lidado pela cavaleira Ana Batista, que apesar de lesionada conseguiu uma boa lide.
Nos ferros curtos mostrou diversidade de sortes, tanto abria quarteios como cravava em quiebros.
Cumpriu na ferragem tanto comprida como curta.

O sexto toiro da noite foi lidado pelo cavaleiro escalabitano José Manuel Duarte, que teve uma lide boa, marcando bem os tempos das sortes cravando com acerto a ferragem.
Lide de muita experiência.
Quanto ao novilheiro “Parrita” este jovem diestro moitense mostrou que merece mais oportunidades em portugal

Pegas:

A primeira pega da noite esteve a cargo do grupo de Coruche, pega que foi consumada à 3ªtentativa à barbela.

O segundo toiro da noite foi pegado pelo grupo da Chamusca, pega que foi consumada à 1ªtentativa à córnea.

A terceira pega da noite foi executada pelo grupo do Aposento da Moita, pega consumada à 3ªtentativa à barbela.

A quarta da noite esteve a cargo do grupo de Coruche, pega consumada à 2ª tentativa à córnea.

O quinto da noite foi pegado pelo grupo da Chamusca, pega consumada à 1ªtentativa à córnea.

A última pega da noite foi executada pelo grupo do Aposento da Moita, pega que foi consumada à 3ªtentativa à córnea.



Nota: Como não nos foi possivel assistir á corrida de Domingo por motivos profissionais não vamos escrever nada, porém já nos disseram que foi um espectáculo muito agradavél.

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