segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Acabaram as corridas de toiros na Catalunha e Diego Ventura teve um grande triunfo no Montijo

Estava eu sentado no sofá a ver um programa de tauromaquia num canal espanhol, quando um jornalista desse mesmo canal referiu que as touradas tinham sido abolidas na Catalunha. Fiquei pasmado com aquela notícia, de seguida mostraram uma peça com a Monumental Praça de Toiros de Barcelona, repleta de milhares de aficionados revoltados com esta situação. Via-se pessoas emocionadas, até mesmo toureiros oriundos da Catalunha, ao mesmo tempo erguiam-se nas bancadas faixas, a mostrarem descontentamento, por uma decisão politica que veio acabar com uma tradição, repito tradição de muitos e muitos anos de toiros na Catalunha. Como aficionado espero que revejam a situação da abolição das touradas na Catalunha, porque faz falta à Festa, repito Festa as corridas de toiros realizadas na Catalunha.

Imagino o contentamento dos anti-taurinos, contentamento ligeiro já que há mais aficionados do que anti-taurinos por todo o mundo, deixem-nos andar, porque nós AFICIONADOS, somos mais fortes que eles todos. Para verem como as touradas são uma arte, são lindas, desloquei-me com o meu pai até ao Montijo na passada sexta feira, para ver ao vivo o rejoneador Diego Ventura, era grande a ilusão que tinha para ver as lides de um artista fora de série. Antes de entrar na praça de toiros, desloquei-me até ao local onde os cavaleiros davam os últimos retoques nos cavalos antes da corrida começar.
Até metia impressão, tudo à volta de Diego Ventura, para tirar fotos para futuras recordações. É então que o cornetim tocou para que Diego Ventura entrasse na arena montando a égua Triana para dar inicio à sua lide, público todo ansioso para que começasse a lide. A meio da lide Diego teve dois pormenores mágicos, montando o cavalo Distinto (cavalo especialista na sorte em quiebros), o rejoneador luso-espanhol, chamou pelo toiro, e o toiro como já preparando uma colhida ao cavalo de Diego, aproximou-se devagar do cavalo e do rejoneador e no momento que investiu, o “Furacão” como é apelidado no mundo taurino, cravou uma bandarilha a quiebro, pondo em apoteose o público que esgotou a Monumental do Montijo. O outro momento de destaque foi quando o público já reclamava, pelo cavalo Morante ( cavalo que morde os toiros), e Diego fez a vontade, cravou dois ferros a quarteio e no momento que se estava a recriar com o toiro, o cavalo Morante deu uma mordidela no toiro pondo em êxtase os aficionados na castiça praça montijense.
Paulo Caetano teve uma noite onde nem tudo lhe correu da melhor forma,
esteve correcto em colocar o toiro sempre no sitio certo para poder executar as sortes, fez valer a sua longa experiência sempre no topo do panorama taurino nacional, esteve melhor no segundo toiro, onde deu tudo e logo assim teve uma noite positiva.
O cavaleiro Francisco Palha radicado à alguns meses na "casa" de Diego Ventura, mostrou o que o rejoneador lhe tem ensinado, começou aquando da cravagem dos ferros compridos a bregar a circulos um dos movimentos em que Diego é especialista. Nos ferros curtos esteve irrepreensível, colocando o toiro no cite correcto para cravar a ferragem curta.
De destacar ainda a valentia, o espirito de sacrifício do forcado do grupo de Santarém, Gonçalo Veloso que apesar de se ter lesionado nas duas tentativas que teve para pegar o toiro, estando inclusive na maca para se dirigir para a enfermaria, voltou para a arena para consumar a pega (e que pega), à terceira tentativa.

Bruno Paparrola

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